Início Geral Especialista fala sobre o caso da influencer Thais Carla: “não podemos romantizar a obesidade”

Especialista fala sobre o caso da influencer Thais Carla: “não podemos romantizar a obesidade”

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Especialista fala sobre o caso da influencer Thais Carla: “não podemos romantizar a obesidade”

A influencer e ex-dançarina de Anitta, Thais Carla, que já foi vítima de gordofobia, perdeu um processo que moveu contra a enfermeira Leticia Bastos, quando em maio de 2022, a profissional de saúde comentou um post nas redes sociais da dançarina dizendo que obesidade é uma doença. A dançarina acionou o jurídico e acionou a enfermeira que ganhou a ação na Justiça, porque obesidade é uma doença e das mais perigosas.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS, 2020), atualmente mais da metade dos adultos apresenta excesso de peso (60,3%, o que representa 96 milhões de pessoas), com prevalência maior no público feminino (62,6%) do que no masculino (57,5%).

“A obesidade é a segunda doença que mais mata no mundo inteiro. Parem com esse negócio de se aceitarem com o corpo que tem, porque obesidade é doença sim”, concluiu a enfermeira em suas redes sociais.

Dr. Enrique Lora – médico integrativo @drenriquelora

A obesidade está relacionada ao aumento do risco para outras doenças como as do coração, diabetes, hipertensão arterial sistêmica, doença do fígado e diversos tipos de câncer (como o de cólon, de reto e de mama), problemas renais, asma, agravamento da COVID, dores nas articulações, entre outras.
Segundo o nutrólogo Enrique Lora não podemos romantizar a obesidade:

“Sempre falo para meus pacientes que no meu tratamento não olhamos apenas o peso, é necessário olhar seu percentual de gordura e outros dados que são estratégicos na busca pela saúde e felicidade. Eu acho importante dizer que não podemos romantizar a gordura, nós temos que ver isso de uma forma muito técnica. Excesso de gordura no corpo não é saudável”, declara o médico integrativo, formado em Harvard e que possui uma clínica especializada em São Paulo.

“Devemos sempre olhar o paciente como um todo. Parar e pensar: onde está o problema? Qual a grande questão dele? Além disso a questão hormonal deve ser avaliada como um diagnóstico a parte porque uma instabilidade pode ocasionar muitos outros problemas, além da obesidade, em alguns casos’, finaliza o Dr. Enrique Lora.

Fotos: Reprodução/Instagram

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